Enquanto o catarinense/alagoano Wado não lança o álbum “Atlântico Negro”, previsto para Junho e adiado sem data oficial, o clipe de “Fortalece Aí” acaba de ser lançado para fechar o ciclo bem sucedido do último trabalho de inéditas, “Terceiro Mundo Festivo”. O samba ao mesmo tempo torto e melódico é ilustrado com imagens do músico na praia - provavelmente de Maceió - em meio aos anônimos. Será que a barba do Wado - ou a falta dela - sugere saltos temporais na narrativa? Isso me lembrou acidentalmente do cabelo de Clementine em “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças”.
Recentemente, foram divulgadas novas datas de shows de lançamento de “Atlântico Negro” em Alagoas O músico se apresenta no dia 25/07 em Arapiraca, em Maceió no dia 01/08, em Viçosa no dia 08/08 e termina em Maragogi em 29/08. Tanto os shows quanto o álbum fazem parte do Projeto Pixinguinha, que cedeu a verba de R$ 90 mil para a gravação do álbum e uma turnê pelo interior de Alagoas com o intuito de regionalizar o mercado cultural.
No Flickr do músico há uma sessão de fotos das gravações do disco.
Aos poucos, a televisão americana tenta recolocar em suas grades de programação um gênero que ciclicamente enfrenta altos e baixos desde os anos 60, a ficção cientifica. Fruto de uma dessas tentativas de emplacar o sci-fi nas noites dos grandes canais de televisão, “Virtuality”, é mais uma interessante, mas infelizmente ineficaz, promessa.
A premissa por si só mistura outros produtos da ficção. É inevitável não enxergar o longa “Sunshine” (um dos meus favoritos do agora oscarizado Danny Boyle) em cada um dos corredores da gigantesca Phaeton, a primeira nave interestelar criada em 2050 e projetada para procurar vida inteligente em outros sistemas solares. Entretanto, durante seu curso pela vastidão do espaço, seus 12 tripulantes recebem a notícia de que o planeta que deixaram para trás pode não estar lá quando eles retornarem.
Sem muita explicação, Ronald D. Moore, produtor renomado da versão recente de Battlestar Galactica e seu spin-off Caprica (destaque também para sua longa experiência em Star Trek, Roswell e a fantástica Carnivàle), não esclarece qual exatamente é a mazela da vez. Imagens cataclísmicas são exibidas a esmo para sensibilizar os astronautas de que sua missão assumiu a máxima prioridade: a salvação da humanidade.
Pelo que pude entender ao pesquisar rapidamente no Google, Chahiye He Man He Man seria um musical produzido dentro do filme indiano Nafrat Ki Aandhi, de 1989.
Imagine a Glória Perez escrevendo Caminho das Índias entupida de ácido. Ok, agora você está no clima. Pode soltar um grande WTF.
Via Comics Alliance.
Se a morte de Michael Jackson representou realmente o fim do “pop”, só o tempo dirá. Mas o que já dá para perceber é que a fatalidade com o cantor (”merecidamente”) tirou as atenções de um dos principais festivais de música do mundo, o Glastonbury, que rolou no último final de semana em uma fazenda no sudoeste da Inglaterra e marcou a volta do Blur. Por isso, com a ajuda do Rogério Brandão e do Fabio EBP preparei uma amostra com o melhor e o (dependendo do seu gosto) pior do festival. Com essa misturada toda dá para ter uma idéia da cara do pop hoje. Ou do que ele era instantes antes de seu fim.
Dizzee Rascal - Bonkers
Lily Allen - Not Fair
Mäximo Park - Apply Some Pressure
Lady Gaga - Poker Face
Franz Ferdinand - No You Girls
Friendly Fires - Jump In The Pool
Yeah Yeah Yeahs - Zero
La Roux - Bulletproof
Bat For Lashes - Daniel
BÔNUS: Blur - Girls and Boys
BÔNUS 2: Klaxons tocando música nova fantasiados de Beetlejuice, Edward Mãos de Tesoura e A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça.
pra tudo tem uma primeira vez, e acabamos de ser plagiados pelo jornal O Estado, de Palmas - Tocantins. a jornalista Cecília Santos pegou todo o meu post sobre a morte de Michael Jackson [publicado na sexta passada], trocou algumas coisas, enfiou um pedaço de post do Caetano Veloso, depoimentos de matéria que a Flávia juntou pro Vírgula e publicou como se fosse dela.
foi na capa do caderno de Cultura da edição de hoje, que pode ser vista online num leitor em Flash, mas dei um print gigante, que pode ser visto abaixo. o pior de tudo é que ela usou o texto quase inalterado, inclusive os trechos de memória pessoal - por ex.: usou a parte em que falo que o tipo de música dançante que o Michael fazia me influenciou a discotecar com a Flávia e colocou que a influenciou a discotecar “com o Thi”. fora meu aviso que o texto seria pessoal e parcial esta lá, igual. até um “Maicon” ela usou. pena que tirou a parte do “michaeljacksonfobia”.
segundo o leitor Rafael Silva, que nos fez a gentileza de apontar o plágio, Cecília já copiou e colou textos do Chic, do Terra e do Omelete. vou entrar em contato com a redação do jornal agora e atualizo depois este post com o andamento do caso [solta barulhinho do LAW AND ORDER].
atualização: Cecília entrou em contato comigo hoje pedindo desculpas e dizendo que a responsabilidade foi do jornal. recebi também email do jornal prometendo retratação e eximindo a repórter de culpa. estou estranhando isso, nunca vi editor-chefe fazer plágio e botar culpa em repórter. mas quero ver onde isso vai. a repórter está preocupada com a situação, diz que teve seu twitter hackeado [o que é uma sacanagem] por conta da repercussão ontem mas não provoquei isso, não divulguei link nenhum dela, estou tranqüilo. e na espera de uma posição do jornal sobre o pedido de pagamento que fiz por apropriação autoral e uso indevido do texto.
atualização 2: saiu matéria no Comunique-se a respeito do plágio apenas do Omelete [a Goma é citada nos comentários de leitores] e o editor-chefe do Estado de Tocantins, Antonio Téo, primeiro se defende alegando erro de diagramação [repetidas vezes?], depois fala da inexperiência da repórter. meu instinto me diz que não dá pra acreditar totalmente.
atualização 3 [2\07\09]: o jornal publicou na edição de hoje errata sobre a resenha de TRANSFORMERS do Marcelo Hessel, originalmente publicada no Omelete [uma das várias que o jornal pegou] e nada sobre minha crônica.

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Maurício de Sousa é a celebridade brasileira mais legal que está no Twitter: ele passa noites insones dando reply pro pessoal que lhe faz comentários e perguntas. na última sexta-feira, um dia depois da morte do Michael Jackson, ele postou - no Twitpic [olha como o cara está antenado] - todas as páginas do esboço de uma HQ feita de um dia pro outro e que vai homenagear o cantor falecido.
o roteiro - diga-se, já storyboard- é de Paulo Back, que eu imagino ter feito a arte também, mas posso estar errado. por mais que o final da HQ dê margem pra mais piadas sobre as supostas atividades escusas do morto, focar a Turma do Penadinho [logo ela, como o cantor era chegado em sustos e arrepios] com cada personagem mostrando um artefato \ trejeito icônico do Michael foi a maior sacada. e a desolação deles é de cortar o coração.
a HQ sai - finalizada e colorida - na revista MÔNICA # 33 (setembro); mas, como o próprio Maurício falou, é “historinha tao linda que nem dá pra esperar para publicar nas revistas” então não me segurei e postei ela inteira aqui:

Parece que os planos de Lupe Fiasco começam a clarear. A ideia inicial do rapper muçulmano de Chicago, um dos mais importantes da atualidade, era de lançar um álbum triplo intitulado “LupeE.N.D.”. Porém, devido a cláusulas do contrato com a gravadora, Fiasco adiou este projeto para lançar em Junho o álbum “The Great American Rap Album”, que por sua vez também foi deixado na gaveta. Agora é pra valer: o sucessor do conceitual e ótimo “The Cool” sairá em Dezembro. O título do trabalho é “L.A.S.E.R.S.”, sigla de “Love Always Shines Every time Remember 2 Smile”
Para dar o pontapé inicial na divulgação, foi disponibilizado um viral com o “Manifesto L.A.S.E.R.S.”. No vídeo, o MC e alguns anônimos falam diversas frases de cunho social e de auto-afirmação que provavelmente deverão ser a tônica do álbum.
No site We Are Not Losers, dá pra ler todo o manifesto. Abaixo segue o screenshot do texto:
O primeiro single de “L.A.S.E.R.S.” é “Shining Down”, que será lançado oficialmente no dia 07 de Julho e retoma a parceria que o rapper fez com Matthew Santos na deliciosa “Superstar”.
Acompanho e admiro o trabalho do Lupe desde quando escutei em 2005 o estupendo álbum “Late Registration”, do Kanye West, e viciei na “Touch The Sky”, faixa que conta com a participação dele. Mesmo me identificando com o manifesto, sempre fico com um pé e meio atrás quando protestos em forma de música são excessivamente alardeados para promover um trabalho. As chances de tangenciarem a panfletagem barata são grandes.
Pelo menos nas primeiras audições, “Shining Down” também não parece ser das melhores músicas do artista. Mas Lupe é Lupe. Ele tem um poço fundo cheio de ideias e abordagens já comprovados nos dois álbuns anteriores e pode surpreender com mais outro belo trabalho.
Jornal japonês diz que Sony desenvolverá “Playstation Phone”
Os boatos de um aparelho que mistura as funcionalidades de um telefone celular com o PSP são antigos, mas agora uma fonte respeitável, o jornal Nikkei, afirma em sua última edição que a Sony vai mesmo desenvolver um aparelho com essas características.
Segundo o jornal, uma equipe de desenvolvimento será formada no mês que vem para começar o projeto do telefone-Playstation, lembrando que a Sony já detém a tecnologia para ambos, com os telefones Sony Ericsson e o portátil PSP. A ideia, é claro, visa combater a ascensão do iPhone/iPod Touch, que, entre outras coisas, está atraindo o suporte de companhias tradicionais japonesas como Capcom e Square Enix.
Via: Outerspace
Civilization by Marco Brambilla from CRUSH on Vimeo.
“Civilização” é uma vídeo-instalação criada pelo coletivo Crush com o diretor Marco Brambilla para os elevadores do Standard Hotel em Nova Iorque. Se der assiste em tela cheia. Foi feita com 400 clipes em vídeo e leva os passageiros do Inferno ao Céu se estiverem subindo, ou do Céu ao Inferno se estiverem descendo. Imagens da instalação e entrevista com os criadores aqui: glossyinc.com/civilization.html. parece uma abertura de filme sinistro. se o hotel quis dar um ar mais chique e dizer que seus quartos = o Céu, beleza, mas talvez os hóspedes cheguem já meio tensos.
via Informante Misterioso.

Enquanto o Dragonette aquece as turbinas para lançar o 2° álbum, previsto para Agosto ou Setembro, o quarteto fez participação especial no single mais recente do DJ francês Martin Solveig, uma espécie de David Guetta engraçadinho e que flerta com outros gêneros. Nesta faixa, os canadenses dão um tempero Electropop/New Wave que mais parece fazer parte do livro de receitas de Calvin Harris.
O vídeo foi filmado na mansão de Jean-Paul Gaultier, que faz uma pontinha no início, e conta com a vocalista do Dragonette, Martina Sorbara, fazendo par com Solveig na coreografia digna de musical. Muitos manequins, muita finesse, muito féchô. Outro destaque são os plano-sequências bacanudos.
Este não é o único clipe interessante de Martin Solveig não. No canal do DJ no Youtube há várias produções bacanas. Vale a pena assisti-los.

Quem pensa que o Reino Unido deixou de revelar cantoras melancólicas em prol do Electropop das incensadas Little Boots e Elly Jackson (La Roux) em 2009 está muito enganado. Neste ano, Marina Diamandis, que assina como Marina and the Diamonds, ganhou algumas páginas nas revistas inglesas recorrendo ao lirismo e distinção vocal de Kate Bush. Assim como a também novata inglesa Polly Scattergood, Marina segue o caminho “Singer-Songwriter” da dona de “Wuthering Heights” para fazer desabafos agridoces.
Ao gravar o clipe da canção “I Am Not a Robot”, a cantora levou ao pé da letra a extensão “The Diamonds” para lançar um trabalho pra lá de reluzente. Para complementar o visual glam, Marina também aparece com o rosto e parte do corpo pintados de verde e preto. Impossível assistir apenas uma vez.
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