Loirinha gelada

12.07.2008 | Categorias: Música | Por Rogério Brandão

kerli

Pinçar artistas de regiões remotas do globo é um passatempo e tanto. Depois de conhecer a disco house meticulosa e peculiar do croata Kelley Polar e o indie pop jazzístico com toques eletrônicos do Santamonica, da Indonésia, agora chegou a vez de adicionar a bandeira azul, preta e branca da Estônia no mapa-múndi da música pop mundial.

Diretamente de Elva, cidadezinha de 6 mil habitantes (!), Kerli Kõiv, ou apenas Kerli, despertou o interesse dos engravatados da indústria fonográfica após participação no Eurolaul 2004, competição estoniana que seleciona a canção que representará o país no popular Eurovision. Em 2006, a poderosa Island Def Jam resolveu apostar as fichas na moçoila de 21 anos e a contratou sem pestanejar após o chefão L.A. Reid ter assistido ao seu show.

[Corta para 2008]

“Love Is Dead”, o álbum de estréia de Kerli, finalmente é lançado e puxado pelo single “Walking On Air”, pop eletrônico de estrofes geladas e sombrias que se redime com um refrão caloroso. A junção de batidas sincopadas similares às do dubstep com o som de caixinha musical de bailarina poderia muito bem ter saído de alguma sessão do “Kid A/Amnesiac”, mas em “Walking on Air” é convertida em experimento pop e comercial dos mais notáveis. As “little creepy” things da letra desaguam em um refrão repleto de cordas e beats apurados: “Feel it/ Breathe it/ Believe it/ And you’ll be walking on air”. Auto-ajuda, mas nem tão ruim assim.

O clipe acompanha o clima monocromático e abaixo de zero que a música proporciona. A junção vídeo + música só me faz alimentar todo o clima sombrio daquela região da europa. Lembre-se de que a Polônia sinistra de Inland Empire fica próxima à Estônia … =P:


Ao contrário da doçura electro-acústica de Lykke Li e das pérolas POP (caps lock merecido) de Robyn, Kerli prefere seguir uma estética neo-gótica nos moldes de Amy Lee (”Love Is Dead” e “Bulletproof”, são provas cabais disso). O que é uma pena, pois ela me convence a nunca querer visitar a Estônia (isso é um bom sinal!) somente em “Walking On Air”. Além de sua voz não ajudar muito, boa parte do restante do álbum é uma pálida cópia do insosso Evanescence.

Mesmo citando apenas Björk como influência, fica claro que essa estratégia é apenas para pegar bem. Afinal qual artista se rebaixaria a ponto de citar Amy Lee como referência?

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1 COMENTÁRIO »
Hector Lima (Em 13.07.2008 às 2:32)

acho q a lolita gótica pode melhorar bastante - só melhorar as referências, hehe [ouvir mais björk e menos amy lee]


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