Nascida na pacata Jaú, no interior de São Paulo, a moça aí embaixo foi uma das escritoras mais estáile do Brasil.
Eu por sinal nasci em Jaú, então perguntei em casa sobre a autora e poetisa. Segundo minhas fontes (mãe, a minha não a dela) Hilda Hilst era uma Almeida Prado, clã de fazendeiros. Em suma uma rica de novela, abastada como uma princesa texana. O mesmo extrato social que produziu Santos Dumont e que, bem, manda no país há alguns séculos.
Filha de um fazendeiro por herança e intelectual clinicamente esquizofrênico por vocação, Hilda Hilst cresceu em meio às artes e à loucura - o pai passou a maior parte da vida internado em um Arkham Asylum da vida, equanto Hilda era criada em Santos. Estudou nos melhores e mais caros colégios de São Paulo na época (Santa Marcelina e Mackenzie), morava nos Jardins e tinha governantas e mucamas.
Já que ela era rica vamos às fofocas: Hilda acabou virando a melhor amiga da escritora mais famosa Lígia Fagundes Telles, e por ser bonitinha, desbocada e talentosa, virou musa dos modernistas e afins (esse povo adorava uma musa). Sua vida intelectual e social era intensa, Vinícius de Morais e Carlos Drummond de Andrade foram os dois vidrados mais famosos. Também é ressaltado nas biografias que a poetisa teve uma fase Lindsay Lohan perseguindo estrelas de Hollywood em festas pela Europa, período em que pegou Dean Martin e levou toco de Marlon Brando.
E sua obra, comofas? Hilda Hilst escreveu poesias, prosa e peças de teatro com temas cabeludos para seu tempo - tipo vida desregrada, esquizofrenia, incesto, lesbianismo e fenômenos sobrenaturais. Escreveu por quase 50 anos, e quando já era tiazona e reclusa em sua mansão em Campinas, chamada Casa do Sol, começou a ser reconhecida e premiada pelo conjunto da obra.
Bibliografia de Hilda Hilst (Wikipedia)
Quem tem mais ou menos a minha idade (32) pode se lembrar da escritora por sua última e descaradamente pornográfica fase. Execrada por amigos da autora, essa fase literária é mais conhecida pelo romance O Caderno Rosa de Lory Lambi, estrelado por uma protagonista menor de idade, bem menor de idade mesmo. A coisa toda recebeu certa atenção na mídia porque bem, não é todo dia que uma velhinha quatrocentona publica pornografia infantil. Segundo a própria Hilda Hilst, seu objetivo era ficar mais famosa. Deu certo, Lory Lambi virou até monólogo teatral com as televisivas Bete Coelho na direção e Iara Abujamra como protagonista.
Aí ela morreu em 2004, tava velhinha e meio que parecendo o Bukowski fisicamente. Escapou de terminar no mesmo hospício onde seus pais acabaram morrendo e talvez tenha sido *a* escritora brasileira mais estilosa do século.

Biografia de Hilda Hilst no Releituras
you go grandma…
mas nao curti o Caderno Rosa de Lory Lambi, pq to ficando velha de alma e acho foda lançar historias assim de uma criança de 8 anos, pra falar a verdade nem terminei de ler…mas se a velha precisava por pra fora antes de morrer ne…whateverrr
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