
Calma, calma eu já explico. Assim como Goma de Mascar gruda nos lugares mais inadequados, estava lá eu no show do James Blunt, na última quinta-feira em São Paulo. Admito que não é muito minha praia musical (escutei o “Back to Bedlam” em 2005), mas ainda não perdi completamente o espírito esportivo e posso dizer que achei a figura do cantor britânico bem pouco melosa e menos fleumática do que eu esperava.
Inevitável não fazermos comparações sobre sua açucarada coleção de hits, todos sobre amores perdidos ou conquistas impossíveis. Como uma pokê-evolução do Brian Adams, James Blunt se apresenta sorridente diante das mais tristonhas baladas. Seu show é surpreendentemente enérgico, rolam semi-mergulhos na platéia, condução das vozes do público e até mesmo um chutezinho acidental no banco do piano, forçando-o a tocar de pé no melhor estilo “eu também sou rock and roll”.
Simpático como um hobbit cafeinado, James Blunt faz o papel do soldado que desistiu do exército para cantar baladas românticas. Se seu sucesso perdurará, já não posso afirmar, mas enquanto ele trilhar os rumos de um Fábio Jr. internacional, vão haver muitas boas almas dispostas a cantar o coro de “You´re beautiful” (seu maior e incontestável hit) com os braços erguidos.
hobbit cafeinado? Fabio Jr internacional? haihaiahiaa.. total! cade meu gravador? hihi
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