A verdade sobre Blofeld: Nunca mais outra vez (?)

18.06.2009 | Categorias: Cinema, Fofoca | Por Denis Pacheco

SPECTRE: Em toda sua glória PB

Na época do lançamento de “Quantum of Solace” fui atrás de respostas que me fizessem entender porque diabos não trouxeram a saudosa SPECTRE, organização máxima da vilania cinematográfica de volta. O que demônios era a Quantum? E que história foi aquela de “roubar água”? Aparentemente, trazê-la de volta envolve um malabarismo legal sem tamanho, assim como recuperar seu grande líder, Blofeld. Mesmo tendo ficado animadíssimo com as notícias tabloideanas sobre um novo Blofeld, a verdade é que nada está acertado, muito pelo contrário.

Em linhas gerais, a grande e maligna SPECTRE é o centro de uma longa batalha judicial que começou em 1961 entre Kevin McClory (diretor do clássico “Thunderball“) e Ian Flemming.

Para entender as pendengas

Em 1963, Flemming entrou num acordo legal com McClory, que garantiu a esse os direitos de filmagem de “007 contra a chantagem atômica”(o tal “Thunderball”), ainda que os direitos sobre o livro original permaneçam nas mãos do próprio Flemming. Foi isso que garantiu a John Gardner, autor das subseqüentes continuações, o uso da SPECTRE e de seus personagens (incluindo aí o cicatrizado Blofeld)

Ainda em 1963, a EON Productions capitaneada por Albert R. Broccoli e Harry Saltzman fez um acordo com McClory para a adaptação do quarto filme oficial de James Bond. Estipulando que ele não poderia fazer novas adaptações de “Thunderball” por pelo menos 10 anos após seu lançamento.

Mesmo que a SPECTRE e Blofeld sejam usados em diversos filmes bondianos, a questão sobre os direitos sobre os vilões teve seu primeiro tropeço, quando impediu que estes fossem usados em “O Espião que me Amava” , 1977 (diga-se de passagem, aquela fortaleza submarina do Karl Stromberg tinha um visual bem familiar, não?). Aproveitando o ensejo para reintroduzir seus personagens no universo pop, McClory lançou seu “Nunca mais outra vez” (quase uma fanfiction, contando com o próprio Bond original, Sean Connery) em 1983.

Até depois de sua morte, os direitos sobre os principais vilões do universo do 007 permaneceram atrelados a ele, sendo que apenas o próprio James Bond continua sob controle da EON.

E agora? Teremos Blofeld ou teremos Blocover? Seja lá como for, o mundo clama por um vilão decente!

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