Aos poucos, a televisão americana tenta recolocar em suas grades de programação um gênero que ciclicamente enfrenta altos e baixos desde os anos 60, a ficção cientifica. Fruto de uma dessas tentativas de emplacar o sci-fi nas noites dos grandes canais de televisão, “Virtuality”, é mais uma interessante, mas infelizmente ineficaz, promessa.
A premissa por si só mistura outros produtos da ficção. É inevitável não enxergar o longa “Sunshine” (um dos meus favoritos do agora oscarizado Danny Boyle) em cada um dos corredores da gigantesca Phaeton, a primeira nave interestelar criada em 2050 e projetada para procurar vida inteligente em outros sistemas solares. Entretanto, durante seu curso pela vastidão do espaço, seus 12 tripulantes recebem a notícia de que o planeta que deixaram para trás pode não estar lá quando eles retornarem.
Sem muita explicação, Ronald D. Moore, produtor renomado da versão recente de Battlestar Galactica e seu spin-off Caprica (destaque também para sua longa experiência em Star Trek, Roswell e a fantástica Carnivàle), não esclarece qual exatamente é a mazela da vez. Imagens cataclísmicas são exibidas a esmo para sensibilizar os astronautas de que sua missão assumiu a máxima prioridade: a salvação da humanidade.

Não dá para fingir que não aconteceu. Como listaram todos os portais, canais de televisão e jornais do planeta, Michael Jackson, um incontestável gênio do pop, faleceu no dia 25 de junho, após sofrer uma parada cardíaca.
Enquanto o mundo revê “Thriller“, a Goma sugere que você assista um outro lado de Jacko: o da ficção.
Quem conhece, sabe que o Rei do Pop era um fã de ficção fantástica e sobrenatural. Seus clipes eram verdadeiras obras primas e alguns deles viraram roteiro e tornaram-se jóias cinematográficas. Um deles, “Captain EO”, é nada menos do que brilhante. Dirigido por Francis Ford Coppola e produzido por George Lucas, o pequeno curta conta a história de um capitão e sua frota estelar encarregados de entregar um misterioso presente a uma sombria rainha espacial (Anjelica Huston).
O filme era exibido apenas nos parques da Disney e hoje pode ser encontrado inteiro no Youtube:
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Tá mais que claro que a vampiromania está em alta. Desde os tempos de Vlad e Natasha na novela das 7, não assistíamos a tantas produções focadas em vampiros. “Twilight”, “True Blood”, “The Vampire Diaries”, “Vampire Knight”, estão aí para serem escolhidos como fontes de novos e velhos conceitos – muitos deles só reciclados - sobre o maior mito pop sobrenatural do mundo.
Juntando-se a essa onda de sugadores de sangue, Willem Dafoe e Ethan Hawke estrelam o novíssimo “Daybreakers”, filme dirigido pelos estreantes Michael e Peter Spierig , responsáveis pelo terror independente “Undead” (2003). A sinopse não chega a ser inovadora, num futuro distópico vampiros são a massa da população mundial, humanos tornaram-se raridades e os poucos sobreviventes são caçados e levados a bancos de sangue para alimentar uma raça destinada a auto-destruição. Eis que entra em cena um hematologista (Ethan Hawke) que pode ter a chave para a cura do vampirismo, mas quem disse que o mundo quer ser curado?
Visual meio “Gattaca” encontra “Blade 2″, com um roteiro que lembra (remotamente) o terrível “Ultraviolet”. Estréia em janeiro de 2010
Obs: A volta do Sam Neill e de “Running Up That Hill” estão aprovadas!

Tudo bem que ele se encerra com o sombrio nome de M. Night Shyamalan, aquele diretor que foi promessa há muito tempo atrás, numa galáxia muito, muito distante. No entanto, eu curti esse trailer-teaser discreto:
Tem o clima certo do desenho, da iluminação do templo até os tons da roupa do Aang, o tal Avatar capaz de “dobrar” os quatro elementos e unir os povos de um mundo dividido entre Nações do Fogo, da Água, da Terra e do Ar. Diga-se de passagem, a carequinha com o símbolo dos dobradores de ar (a seta azulada) está bem fiel ao complexo desenho da Nickelodeon. E eu digo complexo porque não é comum para uma produção ocidental para crianças ser dividida em capítulos que dificilmente podem ser vistos independentemente.

[Avatar, o desenho]
Só espero que a presença “criativa” de Shyamalan não interfira com uma história tão interessante. A estréia é só em 2010!
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Parte de mim estava sedento de vontade de titular essa resenha como “Michael Bay explode o Egito” porque esse é basicamente o principal atrativo do novo “Transformers”. Não me entenda mal, não digo que o filme seja uma afronta ao bom cinema, pelo contrário, ele é uma lição de como funciona a mecânica das grandes produções hollywoodianas atualmente.
Sob pressão de produtores, roteiristas, diretores de elenco e uma infinidade de patrocinadores automobilísticos, Michael Bay conseguiu costurar um filme que mistura comédia e ação desenfreada, na receita certa para atingir o grande público e garantir as próximas seqüências.

Dá tempo de mais um trailer descontrol hoje? Saiu o de “Cold Souls”, filminho estranho com visual que a gente já viu antes em algum lugar. O ator Paul Giamatti interpreta… Paul Giamatti. Sentindo-se perdido, o ator-personagem decide colocar sua alma na geladeira (não literalmente uma “geladeira”, mas uma espécie de recipiente criogênico para almas). Entretanto, tudo dá errado quando sua alma se perde no processo e ele literalmente parte numa jogada de “soul searching”.
Calma lá, eu não inventei isso, é a sinopse oficial. Pra mim o filme, dirigido por Sophie Barthes, é um crossover de “Quero ser John Malkovich” e “Brilho Eterno… ” com toques de “Dogma do Amor”. Confira o trailer e julgue por você mesmo:
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Na época do lançamento de “Quantum of Solace” fui atrás de respostas que me fizessem entender porque diabos não trouxeram a saudosa SPECTRE, organização máxima da vilania cinematográfica de volta. O que demônios era a Quantum? E que história foi aquela de “roubar água”? Aparentemente, trazê-la de volta envolve um malabarismo legal sem tamanho, assim como recuperar seu grande líder, Blofeld. Mesmo tendo ficado animadíssimo com as notícias tabloideanas sobre um novo Blofeld, a verdade é que nada está acertado, muito pelo contrário.
Em linhas gerais, a grande e maligna SPECTRE é o centro de uma longa batalha judicial que começou em 1961 entre Kevin McClory (diretor do clássico “Thunderball“) e Ian Flemming.
Para entender as pendengas
Em 1963, Flemming entrou num acordo legal com McClory, que garantiu a esse os direitos de filmagem de “007 contra a chantagem atômica”(o tal “Thunderball”), ainda que os direitos sobre o livro original permaneçam nas mãos do próprio Flemming. Foi isso que garantiu a John Gardner, autor das subseqüentes continuações, o uso da SPECTRE e de seus personagens (incluindo aí o cicatrizado Blofeld)
Ainda em 1963, a EON Productions capitaneada por Albert R. Broccoli e Harry Saltzman fez um acordo com McClory para a adaptação do quarto filme oficial de James Bond. Estipulando que ele não poderia fazer novas adaptações de “Thunderball” por pelo menos 10 anos após seu lançamento.
Mesmo que a SPECTRE e Blofeld sejam usados em diversos filmes bondianos, a questão sobre os direitos sobre os vilões teve seu primeiro tropeço, quando impediu que estes fossem usados em “O Espião que me Amava” , 1977 (diga-se de passagem, aquela fortaleza submarina do Karl Stromberg tinha um visual bem familiar, não?). Aproveitando o ensejo para reintroduzir seus personagens no universo pop, McClory lançou seu “Nunca mais outra vez” (quase uma fanfiction, contando com o próprio Bond original, Sean Connery) em 1983.
Até depois de sua morte, os direitos sobre os principais vilões do universo do 007 permaneceram atrelados a ele, sendo que apenas o próprio James Bond continua sob controle da EON.
E agora? Teremos Blofeld ou teremos Blocover? Seja lá como for, o mundo clama por um vilão decente!

Oscilando entre filmes questionáveis e produções legais, o ator Michael Sheen é o favorito para assumir o papel do incrível e lendário Ernst Stavro Blofeld no novo filme de James Bond. Você provavelmente lembra dele pelo papel do lobisomem apaixonado Lucien na trilogia de ação-vampírica poser “Underworld“, mas de fato sua melhor atuação foi no recente candidato ao Oscar “Frost/Nixon“, no qual interpretou David Frost.
Não por acaso, Peter Morgan o roteirista de “Frost/Nixon” foi recentemente encarregado de cuidar do roteiro da nova aventura de 007.
Resta saber qual encarnação do Blofeld, Sheen - assim que confirmado - irá atuar.

Particularmente, eu prefiro meus vilões carecas, cheios de cicatrizes e com gatos persas brancos a disposição.
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Se às vezes os filmes de alguns diretores parecem menos compreensíveis do que os nossos mais loucos sonhos, imagine só como seriam os sonhos deles? O projeto “OneDreamRush” compõe-se de uma série de 42 filmes, dirigidos por 42 notáveis criativos, durando cada um apenas 42 segundos. O mote levantado para cada diretor era simples: filmar um micro-sonho que tiveram. A idéia é patrocinada pela fábrica de vodka neozelandesa “42 Bellow” (isso explica o número cabalístico!), que foi recentemente comprada pela gigante internacional Bacardi.
Dentre os nomes dos ilustres 42 estão os diretores Mike Figgis, David Lynch, Gaspar Noe, Harmony Korine, Leos Carax, Niki Caro, Carlos Reygadas, Abel Ferrara, Larry Clark, Kenneth Anger e Sergei Bodrov. Tanto os atores Asia Argento e James Franco quanto os músicos Sean Lennon e Chan “Cat Power” Marshall também dirigiram seus 42 segundos de sonho. Fechando o projeto, o super-gênio dos quadrinhos (e padroeiro desse blog) Grant Morrison contribuiu com a peça final do ousado curta.
Pros curiosos, um preview de 4 minutos:
Akira Kurosawa aprovaria!
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Talvez pareça meio possessivo dizer que a “Goma” recomenda, mas sei que outros blogueiros que fazem parte desse coletivo (incluindo seu idealizador) são fãs de Doctor Who, série britânica que ressurgiu com força total em 2005 e vem conquistando novos fãs ano após ano. Definitivamente parte da história da televisão, a série criada em 1963 pela BBC atravessou o tempo, assim como seu protagonista, angariando uma legião de adoradores como este que vos escreve!
A idéia aqui não é fazer uma ficha estilo wiki sobre a série, por isso não espere detalhes técnicos ou números de exibição, o foco do post é contar em termos simplificados a trama e provar que ela pode ser acompanhada por qualquer pessoa, em qualquer ponto de sua linha temporal.
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