Grande parte da minha infância foi marcada por fitas VHS que minha mãe alugava numa locadora no canal 3, em Santos, onde vinham 2 filminhos do Charlie Brown e sua turma. Eu amava! Acho que todos devem lembrar do clássico de halloween, em que eles vão na plantação de abóboras, ou o episódio de natal com a arvorezinha humilde do Charlie Brown.
O canal Megapix da NET tem na programação o longa “A Turma do Charlie Brown” (assisti ainda ontem), que é aquele onde a galera vai acampar e participa da corrida de botes.
Como quase tudo que a gente assistia na infância, a versão dublada é melhor, memória afetiva, né? Mas pra quem quer relembrar, aqui estão alguns vídeos na língua original:
It’s the great pumpkin, Charlie Brown, pt. 1/3:
A Charlie Brown christmas, pt. 1/3:
E quem souber onde vende tudo isso em DVD, eu adoraria saber!
Como designer, nunca achei que um dia faria material para campanhas políticas, e muito menos que gostaria de fazer.
Trabalhando numa agência de comunicação que faz campanhas há anos, já ouvi falarem aqui: “A fulana de tal não foi eleita porque o material dela estava muito bonito, perdemos a eleição por isso e a culpa foi nossa”. A teoria é de que se você vai na favela e entrega um panfleto impresso em papel com verniz, uma coisa simples assim, você perde eleitores que podem pensar que você gastou mais dinheiro nesse panfleto do que deveria.
O que estou aprendendo é que em campanha política nada pode ser muito moderno, muito estiloso, muito colorido, muito…bonito.
Ainda to tentando me acostumar com a idéia de que, em geral, as pessoas relacionam “bonito” a “dinheiro”, já que o custo do maldito santinho está na impressão e papel e não no design em si. Eu ganho a mesma coisa pra fazer coisas bonitas e feias.
A pergunta que tenho me feito é se isso na verdade não é subestimar o público, os eleitores no caso, e culpar a eventual perda de uma eleição nesse tipo de coisa. Afinal, a identidade visual de um candidato é um fator decisivo na hora de você escolher se vota nele ou não? E se é, deveria ser?
Espero que a percepção das pessoas vá mudando em relação a isso, mas por enquanto, o efeito gradiente do photoshop ainda é o melhor amigo do candidato político.
A frase “Call it, friendo” que o psicopata interpretado por Javier Bardem usa no fraco Onde os Fracos Não Têm Vez foi eleita a frase que mais influenciou a cultura americana em 2007, e recebeu o prêmio HollyWORDIE.
Outras frases como “I drink your milkshake”, dita pelo Daniel Day-Lewis no Sangue Negro e “I’m not the guy you kill, I’m the guy you buy off” do Conduta de Risco também estão na lista.
Respiremos aliviados que o Tropa de Elite não estava concorrendo.

Uma das milhares de paródias sem graça que todos nós ouvimos em 2007, essa do site Kibe Loco.

Asthon Kutcher aparentemente cansou de brincar de Punk’d e agora está fazendo algo mais útil. O cara ta orquestrando um reality show pra tentar provar como é fácil plantar notícias e manipular a imprensa de fofocas dos EUA. O novo programa que se chamará Pop Fiction ainda não tem data de lançamento, e pouco se sabe sobre, mas dizem que notícias como a Paris Hilton e um guru xamã dando rolê por Hollywood é falsa e foi plantada por ele. Dizem também que o guru é um ator que já fez até o Piratas do Caribe. (foto)
A idéia é interessantissima. Veremos paparazzis e The Sun’s da vida dando como furo notícias que no fim serão reveladas mentiras. Quem já desconfiava da “gossip media” dos EUA, agora tem um prato cheio.
Deve virar um jogo tentar adivinhar quais boatos absurdos são falsos ou verdadeiros. Eu acho divertido.

Um cara que mora em NY e absolutamente não aguenta alarmes de carros que tocam o dia inteiro sem motivo algum, resolve fazer algo a respeito e sai pela noite (e de dia também, na maior tranquilidade), destruindo os carros com alarmes disparados.
Essa é a história do filme Noise. O cara é o Tim Robbins, numa atuação fodida de um psicopata que provavelmente tem TOC e causaria pânico em todo mundo que conhece (como faz com sua mulher no filme), mas que faz o que todos nós gostariamos de fazer mas não temos coragem.
Em português o filme se chama “Passando dos Limites“, em mais uma tradução imbecil de títutlos legais pra clichês sessão da tarde.
Aluguem! Vale a pena!
Todo mundo sabe que o mundo da música pop é feito de aparências, mas essa passa dos limites: flagrada recentemente num show trocando de lugar com uma dublê, a atriz e cantora Miley Cyrus (que faz a personagem Hannah Montana no Disney Channel), admitiu que usa uma sósia para dar tempo de trocar de roupa entre uma música e outra.
Um representante da menininha disse para a revista OK: “Para acelerar a transição de Hannah para Miley, existe um “elemento de produção” durante a música We got the party, que incorpora uma dublê para Miley. Depois que a Hannah canta um verso com os Jones Brothers, uma sósia aparece aproximadamente 2 minutos antes do fim da música, para permitir que Miley tire sua peruca e fantasia de Hannah e se transforme em Miley para sua performance solo. A não ser nesse rápido período de transição, Miley canta ao vivo durante todos os segmentos do show, seja como Hannah ou Miley.”
Então ta né, a gente finge que acredita! O pior é que a chamada “transição” é feita de uma maneira tão grosseira, que parece um truque de mágica bem mal feito.
Vejam no youtube:
Se você já acha pessoas que fazem air guitar irritantes, agora você está realmente ferrado!
Foi apresentado na CES 2008 (feira de tecnologia lá dos EUA) um novo brinquedinho que emite sons gerados por vibrações detectadas no ar. Você faz os movimentos desengonçados de quem não sabe (e não deve) tocar guitarra de verdade, e o aparelho os transforma em sons de verdade. Ele vem com 10 músicas famosas armazenadas, e você tem que toca-las no tempo certo, daí o nome Air Guitar Hero!
A nova atração de todas as festas chega ao mercado em março, pela bagatela de U$29,99.
Ontem trombei com um software (acho que pode ser considerado um gadget) chamado Kaleidotype, que é uma benção na vida de qualquer designer .
É o seguinte: usando as fontes que você tem instaladas no seu computador, ele cria milhões de gráficos diferentes só usando letras. Como assim, vc pergunta.
Você escolhe uma letra, por exemplo um B, joga no programa, escolhe a fonte, e vai mexendo, mexendo, mexendo e criando mil formas diferentes, desde flores, a corações, ou qualquer outra coisa (sério, as variações são intermináveis) e assim você terá um gráfico exclusivo, que dificilmente poderá ser reproduzido e os resultados podem ser muito inusitados.
O melhor: no fim você pode salvar um EPS e brincar mais no Illustrator, ou usar em qualquer lugar com transparência!
Fica a dica: www.kaleidotype.de

Todas essas imagens são feitas apenas com letras.
Ah, e eu sou a Mari. Prazer!
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