Enquanto o catarinense/alagoano Wado não lança o álbum “Atlântico Negro”, previsto para Junho e adiado sem data oficial, o clipe de “Fortalece Aí” acaba de ser lançado para fechar o ciclo bem sucedido do último trabalho de inéditas, “Terceiro Mundo Festivo”. O samba ao mesmo tempo torto e melódico é ilustrado com imagens do músico na praia - provavelmente de Maceió - em meio aos anônimos. Será que a barba do Wado - ou a falta dela - sugere saltos temporais na narrativa? Isso me lembrou acidentalmente do cabelo de Clementine em “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças”.
Recentemente, foram divulgadas novas datas de shows de lançamento de “Atlântico Negro” em Alagoas O músico se apresenta no dia 25/07 em Arapiraca, em Maceió no dia 01/08, em Viçosa no dia 08/08 e termina em Maragogi em 29/08. Tanto os shows quanto o álbum fazem parte do Projeto Pixinguinha, que cedeu a verba de R$ 90 mil para a gravação do álbum e uma turnê pelo interior de Alagoas com o intuito de regionalizar o mercado cultural.
No Flickr do músico há uma sessão de fotos das gravações do disco.

Parece que os planos de Lupe Fiasco começam a clarear. A ideia inicial do rapper muçulmano de Chicago, um dos mais importantes da atualidade, era de lançar um álbum triplo intitulado “LupeE.N.D.”. Porém, devido a cláusulas do contrato com a gravadora, Fiasco adiou este projeto para lançar em Junho o álbum “The Great American Rap Album”, que por sua vez também foi deixado na gaveta. Agora é pra valer: o sucessor do conceitual e ótimo “The Cool” sairá em Dezembro. O título do trabalho é “L.A.S.E.R.S.”, sigla de “Love Always Shines Every time Remember 2 Smile”
Para dar o pontapé inicial na divulgação, foi disponibilizado um viral com o “Manifesto L.A.S.E.R.S.”. No vídeo, o MC e alguns anônimos falam diversas frases de cunho social e de auto-afirmação que provavelmente deverão ser a tônica do álbum.
No site We Are Not Losers, dá pra ler todo o manifesto. Abaixo segue o screenshot do texto:
O primeiro single de “L.A.S.E.R.S.” é “Shining Down”, que será lançado oficialmente no dia 07 de Julho e retoma a parceria que o rapper fez com Matthew Santos na deliciosa “Superstar”.
Acompanho e admiro o trabalho do Lupe desde quando escutei em 2005 o estupendo álbum “Late Registration”, do Kanye West, e viciei na “Touch The Sky”, faixa que conta com a participação dele. Mesmo me identificando com o manifesto, sempre fico com um pé e meio atrás quando protestos em forma de música são excessivamente alardeados para promover um trabalho. As chances de tangenciarem a panfletagem barata são grandes.
Pelo menos nas primeiras audições, “Shining Down” também não parece ser das melhores músicas do artista. Mas Lupe é Lupe. Ele tem um poço fundo cheio de ideias e abordagens já comprovados nos dois álbuns anteriores e pode surpreender com mais outro belo trabalho.

Enquanto o Dragonette aquece as turbinas para lançar o 2° álbum, previsto para Agosto ou Setembro, o quarteto fez participação especial no single mais recente do DJ francês Martin Solveig, uma espécie de David Guetta engraçadinho e que flerta com outros gêneros. Nesta faixa, os canadenses dão um tempero Electropop/New Wave que mais parece fazer parte do livro de receitas de Calvin Harris.
O vídeo foi filmado na mansão de Jean-Paul Gaultier, que faz uma pontinha no início, e conta com a vocalista do Dragonette, Martina Sorbara, fazendo par com Solveig na coreografia digna de musical. Muitos manequins, muita finesse, muito féchô. Outro destaque são os plano-sequências bacanudos.
Este não é o único clipe interessante de Martin Solveig não. No canal do DJ no Youtube há várias produções bacanas. Vale a pena assisti-los.

Quem pensa que o Reino Unido deixou de revelar cantoras melancólicas em prol do Electropop das incensadas Little Boots e Elly Jackson (La Roux) em 2009 está muito enganado. Neste ano, Marina Diamandis, que assina como Marina and the Diamonds, ganhou algumas páginas nas revistas inglesas recorrendo ao lirismo e distinção vocal de Kate Bush. Assim como a também novata inglesa Polly Scattergood, Marina segue o caminho “Singer-Songwriter” da dona de “Wuthering Heights” para fazer desabafos agridoces.
Ao gravar o clipe da canção “I Am Not a Robot”, a cantora levou ao pé da letra a extensão “The Diamonds” para lançar um trabalho pra lá de reluzente. Para complementar o visual glam, Marina também aparece com o rosto e parte do corpo pintados de verde e preto. Impossível assistir apenas uma vez.

Quando a gente pensa que a Karin Dreijer já chegou no limite do soturno, ela tira da manga esse vídeo de “Triangle Walks”, terceiro single do projeto Fever Ray. Para ser visto na calada da noite:
De quebra, já está na rede o remix que o Rex The Dog fez para a faixa. Pena que é um Radio Edit curtinho de apenas 3´15´´. Segue abaixo o link:
Fever Ray - Triangle Walks (Rex The Dog Remix)
Via Stereogum.

O screencap acima é das filmagens de “She Wolf”, novo clipe da colombiana mais pop ever, que foi rodado entre quinta e sábado (11-13/06). Não se sabe ao certo se a criatura é de fato a Shakira depois de quilos de maquiagem, mas de qualquer forma deu medinho ver a mocreia montada no homem ensanguentado.
O vídeo amador postado no Youtube faz parte de uma ação viral do single, que também conta com um blog e uma conta no twitter. Consultando minha memória por alguns instantes, não lembrei de ação similar envolvendo a divulgação do trabalho de uma popstar.
“She Wolf” chegará às rádios entre junho e julho e estará no próximo álbum da cantora, ainda sem data oficial de lançamento. Entre os produtores escalados para o trabalho estão Wyclef Jean, Pharrell Williams e RedOne, sendo este último o produtor dos hits “Just Dance” e “Poker Face”, da Lady GaGa.
(Via Popjustice)
——–
compre: DVDs da Shakira \ filmes de lobisomem em DVD

Finalmente já podemos conferir um aperitivo da trilha sonora que o The Knife fez para a ópera “Tomorrow, In a Year”, baseada no antológico livro “A Origem das Espécies”, de Charles Darwin, que completa 150 anos em 2009.
Batida tribal, arranjo de cordas e o vocal fantasmagórico dão o tom do trecho disponibilizado.
O espetáculo estreará em setembro, em Copenhagen, e também passará pela Suíça, Alemanha e Suécia até o fim de janeiro de 2010. Ficamos na torcida por um DVD caprichado da ópera.
——–
compre: livros de Charles Darwin \ discos do Knife:

É exageradamente pop, extrapola os limites glicêmicos e é originário da Suécia, celeiro de músicos, produtores e compositores especializados em canções pegajosas. Se não é sua praia, então nem ouse conhecer o Le Kid, grupo formado por três compositores de Europop e duas vocalistas. Aos moldes do finado combo Fannypack, Anton Malmberg Hård af Segerstad, Märta Grauers e Felix Persson escrevem as gemas pop para Johanna e Helena as interpretarem.
A formação pouco comum é explicada pela própria banda em entrevista concedida ao blog Don´t Stop The Pop:
“Quando se compõe para outro artista, muitas vezes você acaba deixando de usar algumas das melhores canções, por um motivo ou outro. Também sentimos que a banda pop perfeita ainda estaria por vir combinando músicas, som e imagem.
Então para consertar estes erros no universo, criamos o Le Kid, reunindo as melhores canções que já escrevemos e acrescentando novas faixas o tempo todo”
O resultado dessa combustão faz com que o quinteto tenha tudo para ser a versão 2009 do Alphabeat, grupo dinamarquês que estourou na Europa em 2008 com um Power Pop fofo mezzo Dance, mezzo retrô. A diferença é que, nas duas músicas disponíveis na web, o Le Kid abusa mais de recursos eletrônicos e menos de guitarras. Ainda é cedo dizer com quais gêneros eles flertarão, porém a banda afirmou na mesma entrevista que o Disco Pop da faixa “Telephone”, disponível no MySpace do quinteto, é uma boa referência para resumir o som que eles estão fazendo.
Com a mira apontada no verão Europeu, eles acabaram de lançar no Youtube o clipe do single de estreia “Mercy Mercy”. Assumidamente comercial, a pérola pop ganha ainda mais potencial no vídeo rodado no píer durante um fim de tarde e com direito a trajes de banho retrô.
Uma dúvida: será que eles pagaram pelos direitos de usar praticamente a mesma base do single das Girls Aloud “Can´t Speak French”? Veja abaixo o clipe da Girl Band britânica e note as semelhanças absurdas entre as músicas:
Se não for o melhor clipe de 2009, pelo menos leva o título de animação com o conceito mais interessante há tempos.
O músico é o novato escocês Moray McLaren, a canção se chama “We Got Time” e a ideia executada de forma brilhante é do diretor David Wilson.
Inspirado pelos efeitos que o praxinoscópio proporciona, Wilson adaptou o objeto para fazer com que as ilustrações presentes em discos fossem projetadas no carrossel de espelhos durante a rotação, gerando assim as animações. E ele conseguiu esta façanha sem uso algum de CGI e cortes de frames. Hã? Não entendeu nada? Então veja o resultado impressionante:
Abaixo o diretor explica com detalhes como concebeu esta fabulosa animação:
“We Got Time” estará no debut de Moray McLaren, com produção de Jonathan Shakhovskoy, que já trabalhou com U2 e Patrick Wolf. O álbum será lançado logo, logo, durante o verão do hemisfério norte.
Conforme já noticiado na Goma de Mascar, o Basement Jaxx está preparando o lançamento do sucessor do álbum “Crazy Itch Radio”, de 2006, e escalou “Raindrops” para ser o primeiro single deste trabalho.
O clipe segue a estética espelhada vista em tantos outros vídeos e conta com modelos fazendo a linha aborígene fashion. Destaque para a fotografia bonitaça.
Isso mesmo! Yelle via Robyn, Robyn via Yelle. A ideia faz parte do projeto iTunes Foreign Exchange, que tem como objetivo selecionar dois artistas de diferentes nacionalidades para fazerem covers umas das outras no idioma em que cantam. Enquanto “Who´s That Girl?”, de Robyn, virou “Qui Est Cette Fille?” na voz da francesa Yelle, “À Cause Des Garçons” se transformará em “Because of Boys” com a sueca Robyn, uma das minhas cantoras pop favoritas há alguns anos.
A iniciativa, lançada exclusivamente no iTunes, teve início com a parte que cabe à Yelle. A musa do Tecktonik acelerou o bpm e acrescentou mais electro a “Qui Est Cette Fille?”, mandando o single da sueca direto para a pista de dança da mesma forma como emplacou os hits de balada “Je Veux Te Voir” e “À Cause Des Garçons”.
Veja abaixo a versão original produzida pelos também suecos do The Knife e tente apontar qual é a melhor. Desisto de fazer esta escolha.
_____________________________________
Update:
A versão de “À Cause Des Garçons” cantanda em inglês pela Robyn também já está circulando na web. Ao contrário da francesa, a loira platinada ficou com preguiça e aproveitou praticamente toda a base de sua “Cobrastyle”, que por sua vez é cover dos Teddybears, e apenas adicionou efeitos discretos. Yelle wins!
Versão original:
![]()