Paulo Ramos faz no seu Blog dos Quadrinhos um dos melhores jornalismos de HQ do Brasil e foi por um tempo âncora do Jornal da Tribuna de Santos.

SÁBADO
19:30
LANÇAMENTO DO LIVRO:
A LEITURA DOS QUADRINHOS
POR:
PAULO RAMOSHQMIX LIVRARIA
PRAÇA ROOSEVELT Nº 142
Centro - São Paulo - SP
TEL (11) 3258 7740
Pra quem gosta de juntar ficção e história, a dica é a série de livros Temeraire, da Naomi Novik.
Descreveram a idéia desses livros, pra mim, como um relato das guerras napoleônicas, se dragões existissem. Logo imaginei descrições de batalhas, dos generais, o próprio Napoleão aqui e ali…
Mas não é nada isso. OK, as histórias se passam nessa época. Mas a guerra é mais um pano de fundo; a narração se desenvolve em torno dos personagens principais: o ex-capitão da marinha inglesa William Laurence e o dragão Temeraire. Napoleão, mesmo, só foi mencionado (ainda estou na esperança de que ele faça uma apariçãozinha, até o fim da série).
Uma leitura da contra-capa já diz tudo: a Naomi adora fantasia e também gosta de Jane Austen, o que fica explícito, na atenção aos detalhes da vida em sociedade na Inglaterra do século 18. Mas os machos de plantão não precisam se assustar: essas passagens são relativamente breves e focam na visão do Laurence, que não é nenhum frufru.
Um dos pontos interessantes é que os dragões não só falam como também são inteligentes (com algumas exceções cômicas) e a maioria é um tanto ingênua, o que resulta em umas cenas divertidíssimas. Uma delas está no site oficial e você pode ler de grátis.
Além das reações da sociedade ao novo status do ex-capitão (os aviadores não são bem vistos porque nunca formam família e estão sempre se deslocando em função de seus dragões), os livros também descrevem os combates em muitos detalhes, desde a formação aérea até o equipamento e as diferentes funções da tripulação.
Quem quiser ler, por enquanto, só em inglês ou em português luso. O inglês tem algumas palavrinhas mais complexas, mas nada absurdo. O problema são os termos náuticos, que já complicaria a vida, até se fosse no português brazuca. Vale à pena ter um dicionário do lado.

Confesso que fui desarmado de qualquer referência quando assisti “Benjamin Button” pela primeira vez. O filme, dirigido por David Fincher e estrelado pelos horrorosamente bonitos Brad Pitt e Cate Blanchett , não é uma história original para o cinema como eu havia leigamente imaginado. Adaptado de um conto do brilhante F. Scott Fitzgerald (o mesmo de “O Grande Gatsby” q em breve terá seu remake - o original tinha Robert Redford no papel principal), “Benjamin” faz parte de uma coletânea de 1922 intitulada “Tales of the Jazz Age”. Para os “curiosos” (me deixe ser infame), o conto pode ser lido na íntegra na Internet, em seu idioma original, e começa um tanto diferente do longa metragem…
é o nome do blog [que na tradução ficou ambígüo] pra onde ilustradores do mundo inteiro mandam imagens de seus autores literários preferidos, ou de personagens de prosa de seus livros preferidos. e, em comemoração ao Dia do Oscar Wilde [por sugestão de quem fez o Wilde mais memorável do cinema, Stephen Fry], olha o primeiro que destaquei:
Stephen Silver - Oscar Wilde:
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Gene Ha - The Little Prince:
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Marcio Takara - Pinocchio:
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Nic Klein - Arkady and Boris Strugatsky:
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Nathan Fox - Kurt Vonnegut:
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Marko Djurdjevic - Charles Bukowski:
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Jill Thompson - Mary Shelly:
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Francis Manapul - Frankenstein:
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A historia eh muito simples (muito simples mesmo). Em um labirinto vivem dois funcionarios de firma e dois ratos de laboratorio. Segundo a wiki,
Na parábola proposta pela obra, os quatro personagens estão em busca de um mesmo objetivo: um posto repleto de queijo. Ao encontrá-lo, todos ficam felizes e imaginam o que farão com tanto queijo.
Nenhum dos personagens parece ser muito esperto.
os personagens esquecem de que, à medida em que fazem uso do queijo, este vai acabando.
Calculem a inteligencia estimada do publico-alvo. Claro que tudo isso tem uma profunda racionalizacao psicologica.
O queijo simboliza, na verdade, aquilo que cada um de nós almeja possuir, seja na vida pessoal ou no trabalho.
Ou apenas queijo mesmo, depende do que voce gostar mais. Spoiler: os funcionarios de firma encontram seu caminho atraves do labirinto ate um canto cheio de queijo seguindo flash cards de cartolina com frases motivacionais deixadas marcando o caminho. Joaozinho e maria style. Mas atencao: o queijo ha de se acabar, o budget esta apertado e serao comunicados mais flash cards motivacionais no proximo quarter.
Os ratos acharam o queijo sozinhos.
O autor do livro eh um certo Dr. Spencer Johnson, psicologo americano sem carreira academica outra que o diploma em medicina que hoje vive no Hawaii.
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Seus livors sao sucesso em idiomas como portugues, espanhol, coreano e russo. Em casa ele nao eh tao bem visto. A wiki em ingles xinga:
Some managers are known to mass-distribute copies of the book to employees, some of whom see this as an insult, or an attempt to characterize dissent as not “moving with the cheese”.
Um terror, galere. Definitivamente um dos 7 livros de auto ajuda das pessoas muito idiotas.
Amantes de labradores e cachorros sapecas em geral preparem-se: dia 25 de dezembro Marley estará na telona (dos nossos amigos americans…).
Não há como negar que é um livro fofo. Estou lendo só agora, depois que passou a febre geral e o bafafá do livro. (ler um trechinho)

Acredito que John Grogan teve uma sacada bacana, porque a maioria acaba mesmo se apaixonando pelas trapalhadas do cachorro e estava faltando algo assim nas prateleiras. Mas depois do sucesso de Marley veio uma enxurrada de bichos de estimação nas livrarias. É gato, papagaio, passarinho e nem tudo tão original como Marley. (o nome marley veio do Bob minha gentchi…o cachorro é do reggae)
Quem merecia um livro mesmo era o Ganso da dona Iolanda.

Percebi que ganso também é uma tendência de 2009. Várias pessoas estão adotando gansos. Até um senhor que estava com depressão conseguiu sair da pior por causa do seu amigo penudo. (?!)
Gencthi, eu to super retrograda com a Filó…vou arrumar um bicho mais fazenda para ser muderna.
Se o George Clooney pode ter um porco, por que acharíamos estranho um ganso, não é?!

O ápice da fofura foi a macaca com os tigrinhos. Quase tive um ataque. Depois ainda dizem que a natureza é cruel. Quero muito ser macaco na próxima encarnação. Eles estão mais humanos do que muitos humanos que conheço…

Publicado recentemente nos Estados Unidos pela Pantheon Books, o livro-coletânea Bat-Manga! The Secret History Of Batman In Japan (numa tradução literal, Bat-mangá! A História Secreta Do Batman No Japão) tem chamado a atenção da mídia especializado e dos leitores na América do Norte; holofotes, no entanto, num sentido inesperado para os envolvidos na publicação.
Capitaneada pelo famoso designer Chipp Kidd — responsável, por exemplo, pelas logomarcas da linha All Star da DC Comics — ao lado do fotógrafo Geoff Spear e do co-pesquisador Saul Ferris, a obra foi concebida para ser um apanhado da bat-mania surgida no Japão, nos anos 60, graças ao seriado estrelado por Adam West e Burt Ward; sendo os três previamente citados aqueles que encabeçam os créditos na capa do livro.
As discussões começaram quando Bat-manga! chegou as prateleiras: 80% do livro, na verdade, é composto pelas esquecidas histórias em quadrinhos, no estilo nipônico, escritas e ilustradas por Jiro Kuwata — creditado na contra-capa e em outros trechos , mas não na capa propriamente dita, motivando os debates acerca da postura de Kidd e demais quanto a não dar o espaço adequado ao nome de Kuwata na publicação. O que, inclusive, motivou o designer a se explicar sobre a situação por meio de um e-mail divulgado no blog do site Newsarama.
Para Dirk Deppey, do blog Journalista, Kidd e os demais envolvidos não devem ser jogados na fogueira como se tivessem cometido algum pecado mortal, já que Kuwata é creditado; o que não significa que o esclarecimento dado pelo designer — para Deppey, o que só ajudou a deixá-lo com o ar de cretino — justifique qualquer falta de ética quanto a dar o destaque devido ao artista japonês na capa. E não apenas isso: já que mais da metade do livro reúne as HQs do quadrinista nipônico, o mesmo não deveria ser veiculado como uma visão da tal bat-mania acontecida no Japão, e sim como uma coletânea das histórias do Batman produzidas pro Kuwata.
As opiniões, claro, dividem-se: Graeme McMillan, escrevendo para o io9, discorda. Para ele, Chipp Kidd é o centro da publicação, já que o mangaka não teria uma audiência nos Estados Unidos para atrair o interesse do público pelo livro e, por mais que “fosse legal ver o nome de Kutawa na capa frontal, o fato dele ter sido não apenas creditado por seu trabalho no miolo como também entrevistado para o livro, me faz achar que qualquer chororo sobre a usurpação da autoria é um tanto melodramática… o que, de certo modo, parece se encaixar num livro sobre o Batman.”
- velha, mas sempre bom lembrar: como Anne Rice trocou vampiros por Jesus


- mixtape de halloween da gravadora gringa Mad Decent, do DJ Diplo

- Estudante processa prefeitura por não ter beijado ninguém em micareta
- As 10 Pessoas mais peculiares do mundo [tipo X-men: A mulher que atinge 200 orgasmos por dia, O homem que não sente frio etc]
- Obama exibe anúncio de meia hora na TV assista ao vídeo aqui
- John McCain as himself no SNL
o filme estréia em 17 de julho no Brasil [um dia antes na Argentina, Áustria, Alemanha e Holanda]. eu parei de acompanhar no segundo filme, acho, mas taê pra quem gosta:
o diretor é David Yates, o mesmo de ORDEM DA FÊNIX, e que já está escalado pra fazer DEATHLY HOLLOWS, partes 1 e 2 em 2010 e 2011, respectivamente - quando então Daniel Radcliffe já vai estar com 47 anos.
bônus: falando em ficar velho, Harry Potter se admira com o quanto Hermione… cresceu.
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compre: DVDs do Harry Potter
quando eu estava na facul de letras, tive de fazer um seminário sobre o livro “O Espaço Literário”, do francês Maurice Blanchot. O texto era tão intricado, tão metafórico, tão INTELECTUAL que um ódio por seu nome nasceu em mim haha. Pra direcionar melhor esse sentimento, procurei suas fotos no Google. Surpresa… não tinha nada! O.O
Isso aconteceu em 2004. Hoje é possível encontrar mais sobre ele na internet, embora a maior parte dos sites seja em francês. Inclusive a idéia de falar dele veio de uma revista suíssa L´Hebdo.
Blanchot (1907-2003) tem um vasto trabalho na área de crítica literária. Escreveu poucos romances, mas sua crítica por si só já vale. Seu discurso é fragmentado, verborrágico, contraditório. “No Espaço…” ele usa a morte para descrever o processo criativo do escritor. Foto do rapaz:

Ainda na França, podemos citar Guy Debord (1931-1994), escritor situacionista cujos trabalhos criticaram o capitalismo e a alienação e também influenciaram o movimento estudantil dos anos 60. Passada essa década, ele se isolou e não respondeu mais à mídia.
Nos Estados Unidos, temos outro carinha dos anos 60 (esses anos mexerem com a cabeça do povo, né?), o Jerome David Salinger ou J.D. Salinger (1919-). Mais conhecido pelo livro “O Apanhador no Campo de Centeio”, deixou de publicar em 65, mantendo seus trabalhos apenas para si.
Thomas Pynchon (1937-) é o mais bacana. Ele já apareceu nos Simpsons com um saco cobrindo a cabeça, e seu livro Gravity´s Rainbow inspirou a música dos Klaxons.
The Residents é um coletivo de música e artes visuais criado em 66. Não se sabe exatamente quem são seus membros, embora o artigo da Wikipédia aponte alguns nomes. Seus discos podem ser punk, prog, experimental, dance, etc. Sempre usam máscaras, sendo a mais famosa a do olho.
Estão em turnê agora com o show Bunny Boy:
E no Brasil?
Rubem Fonseca (1925-) é escritor e roteirista. Sua obra fala principalmente do submundo do crime. Criou Mandrake, um advogado que cuida de casos de chantagem e que inspirou uma série da tv a cabo de mesmo nome, com Marcos Palmeira no papel principal.
Dalton Trevisan(1925-) é um prolífico contista que se esconde em Curitiba (seu apelido aliás é vampiro de Curitiba).
Continuando com as lendas, no nosso cenário independente de música abrigam-se alguns conceitos semelhantes, como é o caso do coletivo punk bonequinho. Residentes no interior paulista, eles gravam todas as suas músicas ao vivo, produzem todo seu material desde vídeos a cd´s e camisetas. Seus principais compositores mantém um sebo na cidade.
O Sebastião Estiva também um coletivo, mas seus membros estão espalhados pelo país (dizem que há um residente em manaus). O grupo ficou mais conhecido por causa de discos dedicados a estados brasileiros tais como massACRE, AmaZONAS e Cum on feel the Tocantinoise. (hahha)
o que a gente pode ver em todos os casos é que essa reclusão contribui para que se queira saber mais sobre esses artistas. Embora eles prefiram ficar anônimos, ‘todo mundo’ sabe quem são e pra onde vão.
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